Se encontra-se em bares,
Lá estarei.
Se está longe de lares,
Contigo caminharei.
Não te quero na solidão
Sua presença é comigo
Venha para a mansidão do meu abraço,
Faça de mim mais que um amigo.
19/03/2015
14/03/2015
Apelido
Meu nome
No teu verbo
É pequeno
É leão
Não representa zelo
Nem vira canção
Pois o dono da palavra
Não é poeta,
Não tem coração.
No teu verbo
É pequeno
É leão
Não representa zelo
Nem vira canção
Pois o dono da palavra
Não é poeta,
Não tem coração.
19/01/2015
Apanhador de memórias
Quando penso no tempo enorme,
Que consome cada gota de mim,
Espero que em você não se forme,
O início de um breve fim.
As vezes o tempo parecia um segundo,
Tão passageiro, tão intenso, tão só,
Outras horas era um congelado mundo,
Bonito, intenso, mas pó.
O vento bateu e levou embora os dias,
Me lembro de contar as semanas após,
Não me vi envolver em boas companhias,
Falava somente e comigo mesmo, a sós.
Lembro de quando, pelas madrugadas,
Dizia coisas tolas pra você sorrir,
Me lembro das horas de sono sagradas,
Que mesmo sem querer deixei de dormir.
As vezes me olho no espelho e reclamo,
Há tanto disso, por todos os lugares,
Não há razão, mas teu nome chamo,
Meus apelos e dúvidas se vão pelos ares.
Olho pra frente, procuro aquela luzinha,
Aquela que tanto dizem haver,
Mas é tão estanho não te ver sozinha,
A distância mais me faz te querer.
Talvez tenha que tomar alguma coragem,
Por míseros segundos, instantes,
Dizer que não queria estar de passagem,
Queria que tudo fosse como antes.
Que consome cada gota de mim,
Espero que em você não se forme,
O início de um breve fim.
Penso em como as pessoas se cruzam,
E como podem prever as ações,
De como se amam se usam,
Mas se esquecem por diversas razões.
As vezes o tempo parecia um segundo,
Tão passageiro, tão intenso, tão só,
Outras horas era um congelado mundo,
Bonito, intenso, mas pó.
O vento bateu e levou embora os dias,
Me lembro de contar as semanas após,
Não me vi envolver em boas companhias,
Falava somente e comigo mesmo, a sós.
Lembro de quando, pelas madrugadas,
Dizia coisas tolas pra você sorrir,
Me lembro das horas de sono sagradas,
Que mesmo sem querer deixei de dormir.
As vezes me olho no espelho e reclamo,
Há tanto disso, por todos os lugares,
Não há razão, mas teu nome chamo,
Meus apelos e dúvidas se vão pelos ares.
Olho pra frente, procuro aquela luzinha,
Aquela que tanto dizem haver,
Mas é tão estanho não te ver sozinha,
A distância mais me faz te querer.
Sonhos frequentes, negar seria errado,
Talvez eu não seja o cara que parecia,
Mas parece que você superou o passado,
Livre, leve e solta, que ironia.
Talvez tenha que tomar alguma coragem,
Por míseros segundos, instantes,
Dizer que não queria estar de passagem,
Queria que tudo fosse como antes.
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O que é o poeta sem inspiração? Talvez um apanhador de memórias.
16/01/2015
Carta aberta sobre a semana
Um texto meu que foge da proposta do blog, mas que mostra minha indignação com determinada situação:
É inacreditável como um corte de cabelo consegue causar tanto alvoroço em uma semana de uso: você não só precisa aprender a lidar com o novo comprimento como também precisa aprender a lidar com as pessoas. O que percebi foi a facilidade que o ser humano tem em julgar os outros por suas próprias escolhas.
Estamos no século XXI, a era da informação e da diversidade, e mesmo assim ainda tem gente que fica "em choque" ao encontrar mulheres com o cabelo curto como o meu. Gente que tem a mesma visão que se tinha no início dos anos 20, quando o cabelo curto foi incorporado por mulheres, de que não se passa de um 'atentado aos bons costumes'. Foram pessoas assim, com isto em mente, que se sentiram em liberdade para julgar minha opção sexual pelo meu corte de cabelo. Mais irônico do que isso é que quem começou foi uma mulher.
Eu não condeno ninguém por se expressar, a liberdade de expressão é uma dádiva, o grande problema é quando ela passa a ser usada no pejorativo, para insultar as pessoas. Não disse em momento algum que vejo problema em ser homossexual, muito pelo contrário, não cabe a mim julgar a opção sexual do outro. Mas o que realmente me incomodou foi ver pessoas que conviviam comigo diariamente apresentarem uma enorme tendência à homofobia.
A minha orientação sexual, julgada erroneamente pelo meu cabelo, não interfere em nenhuma vida sem ser na minha. Então peço, com toda educação, que parem de achar que sabem mais dos outros do que eles mesmo.
Qualquer tipo de preconceito merece tolerância zero, não é a toa que isso crime. Fica a dica pra você que depois de falar diz que "foi só brincadeira".
É inacreditável como um corte de cabelo consegue causar tanto alvoroço em uma semana de uso: você não só precisa aprender a lidar com o novo comprimento como também precisa aprender a lidar com as pessoas. O que percebi foi a facilidade que o ser humano tem em julgar os outros por suas próprias escolhas.
Estamos no século XXI, a era da informação e da diversidade, e mesmo assim ainda tem gente que fica "em choque" ao encontrar mulheres com o cabelo curto como o meu. Gente que tem a mesma visão que se tinha no início dos anos 20, quando o cabelo curto foi incorporado por mulheres, de que não se passa de um 'atentado aos bons costumes'. Foram pessoas assim, com isto em mente, que se sentiram em liberdade para julgar minha opção sexual pelo meu corte de cabelo. Mais irônico do que isso é que quem começou foi uma mulher.
Eu não condeno ninguém por se expressar, a liberdade de expressão é uma dádiva, o grande problema é quando ela passa a ser usada no pejorativo, para insultar as pessoas. Não disse em momento algum que vejo problema em ser homossexual, muito pelo contrário, não cabe a mim julgar a opção sexual do outro. Mas o que realmente me incomodou foi ver pessoas que conviviam comigo diariamente apresentarem uma enorme tendência à homofobia.
A minha orientação sexual, julgada erroneamente pelo meu cabelo, não interfere em nenhuma vida sem ser na minha. Então peço, com toda educação, que parem de achar que sabem mais dos outros do que eles mesmo.
Qualquer tipo de preconceito merece tolerância zero, não é a toa que isso crime. Fica a dica pra você que depois de falar diz que "foi só brincadeira".
29/12/2014
Ciclo vicioso
Faço da arte
Doença,
Febre que atormenta
Nas noites mais escuras.
É meu silêncio escandaloso,
Meu vento manhoso
Que faz nós na cabeça
Dela que ainda pensa
No que poderia ser
Ah, este ciclo vicioso
Me leva a pensar
Que a culpa foi minha
De deixá-la habitar
Onde nunca foi verão,
Onde o tempo passou,
Onde vive a solidão de alguém que muito amou.
26/11/2014
Não entendia minha insistência
Meus olhos almejam o chão,
E a tristeza, meu coração,
Se faz tudo tão estranho, sombrio,
Se faz tudo tão castanho, tão frio.
Minha alma congela e pega fogo,
Alternando entre realidade e jogo,
Submissão é o lema da memória,
Final triste é o enredo da história.
Gotas de água salgada,
Escorrem pelo rosto, desapercebidas,
Não significam nada,
Entretanto não foram inibidas.
O sol não anima o corpo deitado,
Ninguém pode amar sem ser amado,
Ou pode... é injustiça tamanha,
Tão estranhamente estranha.
Fui pra um canto,
Ciente do encanto,
Pensei no entanto,
Que não era pra tanto.
Mas era, inegavelmente,
Tomou conta do que restava de mim,
Coração... mente?
Se sim... é assim?
Se for, funcionou,
Veja como estou,
Em pedaços, meros cacos,
Você atingiu todos meus pontos fracos.
Pensei que você era a perfeição,
Mas sair sem chão não estava nos meus planos,
Você era a vida na imensidão,
Você era o dia dos anos.
Olhe pra mim!
Escute-me esta vez só:
Por que adiantar o maldito fim,
Se no final tudo será pó?
Só temos essa vida,
E agora, nada posso fazer,
Mas fiz o que podia, querida,
No final, só me restou escrever.
Era belo, agora é dor,
O ódio procedeu o amor,
Eu era tão ruim assim, que os dias em minha companhia eram um fardo?
Por que não me acerta logo com um envenenado dardo?
Por que você não me atira da ponte,
Do alto de um monte?
Garanto que não será pior do que já foi feito,
Por que você foi desse jeito?
Talvez todos percebam o quanto sou idiota,
Em pensar, repensar, em alguém que nem me nota,
Mas não faz diferença pra você, certo?
Tanto faz eu estar longe ou perto.
Se aquele abraço não me fizesse falta,
Com certeza te odiaria.
Menina bonita alta,
Quem me dera abraçá-la outro dia...
E a tristeza, meu coração,
Se faz tudo tão estranho, sombrio,
Se faz tudo tão castanho, tão frio.
Minha alma congela e pega fogo,
Alternando entre realidade e jogo,
Submissão é o lema da memória,
Final triste é o enredo da história.
Gotas de água salgada,
Escorrem pelo rosto, desapercebidas,
Não significam nada,
Entretanto não foram inibidas.
O sol não anima o corpo deitado,
Ninguém pode amar sem ser amado,
Ou pode... é injustiça tamanha,
Tão estranhamente estranha.
Fui pra um canto,
Ciente do encanto,
Pensei no entanto,
Que não era pra tanto.
Mas era, inegavelmente,
Tomou conta do que restava de mim,
Coração... mente?
Se sim... é assim?
Se for, funcionou,
Veja como estou,
Em pedaços, meros cacos,
Você atingiu todos meus pontos fracos.
Pensei que você era a perfeição,
Mas sair sem chão não estava nos meus planos,
Você era a vida na imensidão,
Você era o dia dos anos.
Olhe pra mim!
Escute-me esta vez só:
Por que adiantar o maldito fim,
Se no final tudo será pó?
Só temos essa vida,
E agora, nada posso fazer,
Mas fiz o que podia, querida,
No final, só me restou escrever.
Era belo, agora é dor,
O ódio procedeu o amor,
Eu era tão ruim assim, que os dias em minha companhia eram um fardo?
Por que não me acerta logo com um envenenado dardo?
Por que você não me atira da ponte,
Do alto de um monte?
Garanto que não será pior do que já foi feito,
Por que você foi desse jeito?
Talvez todos percebam o quanto sou idiota,
Em pensar, repensar, em alguém que nem me nota,
Mas não faz diferença pra você, certo?
Tanto faz eu estar longe ou perto.
Se aquele abraço não me fizesse falta,
Com certeza te odiaria.
Menina bonita alta,
Quem me dera abraçá-la outro dia...
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Talvez o maior poema, eu acho. Mas com certeza o maior sentimento.
26/11/2013.
22/11/2014
A graça da poesia
Qual seria a beleza do mundo
Se um "eu te amo"
Fosse rotineiro, moribundo?
A vida não teria graça
Sem a poesia,
Palavras surgiriam na raça,
Mera monotonia.
Todavia, sorte tenho
Em tentar rimar,
Juntar sílabas em constelações,
Declarar todas as emoções
De quem ainda ousa sonhar.
Pois é com cada linha
Que tiro o peso
De não querer ser só minha,
De fingir que esqueço.
Se um "eu te amo"
Fosse rotineiro, moribundo?
A vida não teria graça
Sem a poesia,
Palavras surgiriam na raça,
Mera monotonia.
Todavia, sorte tenho
Em tentar rimar,
Juntar sílabas em constelações,
Declarar todas as emoções
De quem ainda ousa sonhar.
Pois é com cada linha
Que tiro o peso
De não querer ser só minha,
De fingir que esqueço.
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